domingo, 29 de maio de 2011

Pistoleiros do Pará fazem 3.ª vítima em 5 dias


"A polícia do Pará confirmou, ontem à tarde, o terceiro assassinato em cinco dias na região de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. O agricultor Erenilton Pereira dos Santos, de 25 anos, foi encontrado baleado, no final da manhã, numa área a sete quilômetros do assentamento Praialta/Piranheira. Ali perto, na terça-feira, foi morto - também a tiros - o casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo." FONTE: Estadao.com.br / http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110529/not_imp725374,0.php



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Mais um caso lamentável na história desse país; assim como Chico Mendes (http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_mendes)http://www.blogger.com/img/blank.gif
e Dorothy Stang (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Stang), foi assassinado um dos poucos GUARDIÕES da nossa EXUBERANTE FLORESTA, nosso IRMÃO José Cláudio Ribeiro da Silva. Seu sangue escorreu pela terra que ele guarda para nossas futuras gerações, contrapondo toda diabólica ideologia do capitalismo destrutivo. Vale ressaltar que seu sangue, sem soma de dúvidas, foi derramado por LATIFUNDIÁRIOS, DESTRUIDORES DO NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO, que só visam o lucro particular imediato, arruinando a fonte de subsistência de muitos extrativistas que compreendem a necessidade de mantermos a salva nossa MÃE.
Ainda nessa semana presenciamos a lamentável aprovação do novo código Florestal, que anistiará todos aqueles que corrompem nosso país derrubando ilegalmente árvores, sem se preocupar com as consequências dessa barbárie. O país, o mundo e nós precisamos dessa VIDA VERDE para sobreviver, respirar do melhor ar, etc, etc. ISSO É PROVADO PELA DONA DA RACIONALIDADE, DA VERDADE: A CIÊNCIA. SE NÃO NOS ATENTAMOS A ESSA VERDADE, LOGICAMENTE NOS ENQUADRAMOS COMO SERES IRRACIONAIS.
Sem querer que o texto fique longo e chato de ler, encerrarei por aqui, expressando todo meu DESGOSTO com os fatos e DESESPERO com o andar da carruagem blindada por uma elite que não é capaz de olhar para além do seu umbigo.

Não tenham vergonha de distribuir essa mensagem em todos meios possíveis, mas tenham vergonha apenas de não lutarem pela nossa ETERNA MÃE. Se o Estado não dá conta, http://www.blogger.com/img/blank.giflutamos nós aqui de "baixo".

Agradeço a atenção e ficarei feliz se repassarem por seus contatos.

Conheça José Cláudio Ribeiro em: http://www.youtube.com/watch?v=78ViguhyTwQ&http://www.blogger.com/img/blank.giffeature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=i60vlrrRpfA&feature=player_embedded

Enquanto estamos parados olhando o mal se espalhar, as desigualdades se naturalizarem, pessoas como José Cláudio Ribeiro viveram grande parte de sua vida com uma bala na cabeça, e mesmo assim nunca desistiram da luta. SEJAMOS FORTES!

domingo, 8 de maio de 2011

E.U.A comemora a morte de seu "produto".


Morreu nessa segunda- feira, dia 02 de maio, aos seus 49 anos o mártir da rede revolucionária Al-Qaeda.
Sob um total ar de mistérios e dúvidas o mundo inteiro ficou sabendo pelas bocas do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que o maior inimigo deles foi morto por uma operação em Abbotabad, Paquistão.
Após noticia, era possível ver nas ruas norte-americanas uma carnavalização do fato ocorrido. “Milhares de jovens”, como descreveram as mídias, foram as ruas comemorar a morte do que pra eles era seu maior medo, o terror em pessoa. Uma pergunta a ser feita é por que só se viam jovens nas ruas e não, também, adultos e idosos? Talvez essa maneira de “carnavalizar” os fatos seja característica dos tempos modernos, da cultura teen, mas afirmando isso entraríamos em contradições sociológicas muito amplas, não cabíveis nesse debate. O que pretendo tratar aqui é sobre o passado da relação E.U.A, U.R.S.S e Afeganistão, dum período da Guerra Fria.
Foi na Guerra Fria, quando o comunismo ainda estava em voga, com as pretensões da antiga U.R.S.S de invadir o Afeganistão que os E.U.A entra em cena naquele território. Como assim entra em cena? Nada mais nada menos do que financiando economicamente e militarmente as tropas do Afeganistão contra a invasão. É nesse período que se “criam” os mais temidos “terroristas” mundiais, com poderosos e temíveis treinamentos oferecidos pela inteligência norte- americana (C.I.A). Dentro dessa lógica podemos pensar que a própria inteligência norte- americana financia a morte de 3.000 civis do “11 de setembro”.
Interessante se pensar no papel que a hegemonia cultural e econômica norte- americana detém sobre os fatos: enquanto que dois aviões jogados contra duas torres gêmeas matam 3.000 pessoas nos E.U.A, no Oriente Médio, centenas de caças e o próprio exército norte- americano já mataram dezenas e mais dezenas de milhares de civis inocentes nessa “guerra ao terror”. Se nossos juízos de valores fossem construídos por números apenas, defenderíamos a “Jihad”, mas como eles (Arábes Muçulmanos) são tidos como primitivos e não civilizados por muitos de nós Ocidentais, suas mortes não significam muita coisa, ou pelo contrário, significam JUSTIÇA. Estupidez!
O que me intriga mais é saber se os E.U.A não tem problemas internos como desigualdades sociais, acesso a saúde, educação, preconceitos raciais, violência, etc., que não superam a necessidades daquele país em gastar TRILHÕES com uma política imperialista, com uma guerra que eles mesmos financiaram.

sábado, 23 de abril de 2011

Novo código florestal: “direito-lei” versus “direito costume (realidade social)”


Novo código florestal: “direito-lei” versus “direito costume (realidade social)”

Oliveira Vianna em seu clássico “Instituições Políticas Brasileiras” trava uma discussão, opondo-se aos intelectuais juristas do século XIX, sobre as Constituições Nacionais e sua disparidade com relação à realidade social do “povo-massa”. Assim se configurou com a Constituição de 1824 e 91.
Para Vianna (2000), esses legisladores, fabricantes da armadura jurídica e política do nosso país, se apresentam como “marginal man”, apropriando-se da teoria de Park (1937). Segundo autor, os “marginal man” viviam num intervalo entre a sociedade Brasileira e a Francesa ou Norte-Americana, onde, em geral, se graduavam. Estes intelectuais de Vianna estavam ligados ao Brasil e sua rede cultural por meio da formação do “subconsciente coletivo” (VIANNA, 2000), ou seja, devido a realidade social que aqui estavam dispostos e ligados a França ou aos E.U.A devido a sua formação intelectual.
O que pretendo tratar aqui é uma herança desse passado não tão distante que ainda nos assombra e que ganhou caras novas: agora esses intelectuais não precisam sair do país para se apresentarem como “marginal man”, uma vez que estão sendo produzidos e pensados dentro de uma colonização intelectual das nossas próprias Universidades. O novo código Florestal será nossa base para essa discussão.
O que o novo código Florestal tem haver com esse tema? Saiu no G1 (http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/04/governo-quer-acabar-com-agricultura-familiar-diz-relator-do-codigo-florestal.html) que o novo código Florestal exigirá que os pequenos produtores reservem uma área de sua terra para reserva ambiental. A princípio vemos uma iniciativa legítima do ponto de vista ambiental, mas não digo o mesmo pelo aspecto social, histórico e econômico.
Essa ação governamental poderá iniciar uma extinção da agricultura familiar em nosso país, tipo de agricultura que existe em nosso solo desde a formação do nosso povo. Em “O povo Brasileiro” Darcy Ribeiro expõe que a formação deste tipo de agricultura têm várias causas, entre elas: a crise do mercado escravista que levou os bandeirantes (grupos nômades) a se fixarem na terra e dela tirarem seu sustento. Outro é o exemplo do “Brasil Caipira” que em Minas Gerais mais se acentua. Esse “caipira” se configura no período da crise do ouro, quando se fixa num pedaço de terra criando um complexo social e regional (de “bairro”) que dará novo sentido a sua vida.
Essas formações do “Povo Brasileiro” persistem até hoje, mas claro que com muitas mudanças de cunho cultural e econômico, muito agravado com o período de industrialização do país, mas que também se preservou muito de suas identidades passadas. Identidades essas que não são levadas e conta por uma elite intelectual que governa nosso país, que desconhecem a realidade do nosso “povo-massa” e se julgam representantes legítimos.
Sendo assim, fica claro entender a dialética direito-lei e direito costume (realidade social) que é construída por um grupo de “marginal man” do nosso país, que busca em seu intelecto “colonizado” respostas e soluções para problemas deslocados da realidade.